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PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO MANIFESTA SOLIDARIEDADE ÀS VÍTIMAS DAS CHUVAS

  07 Apr 2026

PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO MANIFESTA SOLIDARIEDADE ÀS VÍTIMAS DAS CHUVAS

O Presidente da República, João Lourenço, manifestou, nesta segunda-feira, a sua solidariedade às famílias enlutadas e afectadas pelas chuvas intensas que caíram nos últimos dias em diversas regiões do país e que provocaram 33 mortes, vários desaparecidos e milhares de desalojados, principalmente nas províncias de Benguela, Luanda e Cuanza-Sul.

De acordo com uma mensagem publicada na página da Presidência da República no Facebook, o Chefe de Estado lamenta “a perda de vidas” e o facto de “outros cidadãos se encontrarem na condição de desaparecidos, obrigando-nos a empreender uma luta contra-relógio no esforço para a sua localização, resgate e assistência médica”.

João Lourenço escreve, ainda, que “inúmeras casas ficaram inundadas ou desabaram, estradas foram cortadas e diversos outros equipamentos sociais, como sistemas de fornecimento de água, sofreram danos severos, desestruturando o funcionamento normal de cidades, vilas e outros conglomerados humanos”.

“Face à dramática situação causada por este fenómeno natural”, acrescenta o Presidente da República, “exprimo em nome do Executivo e no meu próprio profundas condolências às famílias que perderam seus membros e encorajo a que tudo seja feito para a rápida recuperação das pessoas que sofreram ferimentos e danos de outra natureza”.

A finalizar, o Chefe de Estado assegura que “a assistência aos sinistrados é um compromisso que o Executivo levará a cabo sem hesitações e com o máximo empenho, por via dos diferentes entes do Estado vocacionados para as intervenções correspondentes”.

Buscas e salvamento

O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB) intensificou as operações de resgate e salvamento em Luanda, Benguela e Cuanza-Sul, na sequência das fortes enxurradas registadas nos últimos dias, elevando o número de óbitos e danos materiais em vários pontos.

Até ao momento, as chuvas provocaram 33 mortes, 18 feridos e três desaparecidos, além de afectar mais de 34.680 famílias, nas províncias de Luanda, Benguela e Cuanza-Sul.

Do número de mortes, 23 foram registadas em Benguela, com 13 feridos, e seis em Luanda, com quatro pessoas feridas. No Cuanza-Sul, quatro outras pessoas morreram e uma ficou com ferimentos ligeiros.

O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, em Luanda, segundo o porta-voz da corporação, Wilson Baptista, mantém equipas no terreno para operações de resgate, assistência às vítimas e avaliação contínua dos danos, tendo apelado à população para a adopção de medidas de precaução, sobretudo em zonas de risco.

Os efectivos do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros mobilizaram meios humanos e técnicos adicionais, com destaque para equipas especializadas em resgate em zonas inundadas, mergulhadores e brigadas de remoção de escombros, com o objectivo de acelerar a localização de possíveis sobreviventes e recuperar corpos nas áreas mais críticas, além da sucção das águas na via pública e nos bairros mais afectados.

Benguela

Na cidade do Lobito, província de Benguela, duas pessoas continuam desaparecidas, segundo o porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros.

David Tchitunda sublinhou que 201 residências ficaram inundadas, das quais 17 foram destruídas, além da queda de 17 postes de transporte de corrente eléctrica, deixando parte das cidades do Lobito, Benguela, vilas da Catumbela, da Nossa Senhora dos Navegantes e da Baía Farta às escuras.

No Lobito e Catumbela, as principais vias, até ontem ao meio-dia , estavam intransitáveis, gerando um elevado índice de abstenção nas empresas públicas e privadas. Os mercados paralelos e pequenas estações de serviço encontravam-se fechados para o público.

Os bombeiros assinalaram a queda da ponte sobre o rio Halo, no município de Caimbambo, e um ponteco de ligação aos municípios do Bocoio e Chila.

Importa recordar que os últimos estragos provocados pelas chuvas em Benguela, na mesma dimensão, foram registados em Março de 2015, na cidade do Lobito. Actualmente, os prejuízos foram reduzidos devido às precauções tomadas pelas autoridades locais

. Famílias recebem assistência do Governo

O governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, garantiu, ontem, que as famílias afectadas pelas chuvas, que causaram a morte de 23 pessoas nos municípios do Lobito, Catumbela, Benguela, Dombe Grande e Navegantes, estão a receber a devida assistência.

Manuel Nunes Júnior realçou que, em função dos danos, foi feita uma avaliação da situação nos municípios mais afectados, sobretudo nos do litoral (Lobito, Catumbela e Benguela), onde o cenário é particularmente preocupante. Uma das maiores inquietações, disse, era a Estrada Nacional (EN) 100, via estruturante e muito frequentada, fundamental para a circulação de pessoas e bens, que esteve parcialmente interrompida. “No entanto, a situação já foi normalizada e retomada a circulação”, destacou.

“É uma situação preocupante o registo de vítimas mortais, quanto às residências, a maioria foi construída em zonas de risco que, infelizmente, acabaram por desabar devido às chuvas”, acrescentou.

Cuanza-Sul

Quatro pessoas morreram, uma pessoa ficou ferida e um total de 685 infra-estruturas foram afectadas, em consequência das chuvas intensas que caíram no sábado, na província do Cuanza-Sul, segundo o balanço apresentado ontem na cidade do Sumbe pelo porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.

De acordo com o agente de bombeiros de II classe Bento Simão, duas das vítimas mortais foram registadas no município do Sumbe, enquanto o Waku-Kungo e Pambangala assinalaram um caso cada.

Em relação às infra-estruturas, o porta-voz do SPCB referiu que foram contabilizados um total de 685 imóveis afectados em toda a província, das quais 538 residências ficaram inundadas, 47 outras foram destruídas e 97 tiveram danos consideráveis.

O porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros no Cuanza-Sul avançou que o município da Quibala foi o mais afectado, com o registo de 81 residências destruídas, ao passo que no Sumbe foram contabilizadas 14 casas, enquanto a região da Conda registou a destruição de duas residências.

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