Mais 34 profissionais do Ministério da Saúde serão acolhidos, nesta sexta-feira, em Luanda, no quadro âmbito do processo de formação especializada no Brasil e Portugal.
Conforme uma nota de imprensa, dos 34 profissionais selecionados, 28 bolseiros serão formados no Brasil e seis em Portugal, através dos acordos de cooperação internacional firmados pelo Executivo angolano para a qualificação contínua dos recursos humanos em saúde.
A iniciativa implementada no âmbito do UIP–PFRHS, está alinhada à política de fortalecimento do sistema nacional de saúde, com enfoque na melhoria da qualidade assistencial, na expansão de competências clínicas especializadas e na resposta às necessidades prioritárias do Serviço Nacional de Saúde.
No Brasil, os bolseiros serão integrados em instituições de referência internacional, com destaque para o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM–UFSM), o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre outras unidades hospitalares e académicas de elevada excelência.
Já em Portugal, os profissionais serão acolhidos em instituições universitárias e hospitalares de reconhecido prestígio, no âmbito dos protocolos de cooperação bilateral existentes.
As formações abrangem áreas estratégicas para o sistema de saúde angolano, com destaque para Medicina de Família e Comunidade, Nefrologia, Ciências Cardiovasculares, Medicina do Exercício e Desporto, Enfermagem Neonatal e Obstétrica, Medicina Intensiva, Neonatologia, Cirurgia Cardiotorácica, Psicologia Clínica, entre outras especialidades médicas e técnicas consideradas prioritárias.
Os programas incluem estágios de curta duração, especializações e fellowships multiprofissionais, com durações variáveis entre dois e dezanove meses, visando a aquisição de competências técnicas diferenciadas e alinhadas com os padrões internacionais de prática clínica.
Segundo o Coordenador do Projecto, Job Monteiro, este investimento representa um marco estratégico para o país. "Estamos a investir na formação de especialistas com competências altamente diferenciadas, capazes de responder aos desafios do sistema nacional de saúde. Este é um passo decisivo para acelerar a disponibilidade de recursos humanos qualificados e melhorar de forma sustentável a prestação de cuidados à população".