A construção de uma paz sustentável e de uma segurança efectiva em África requer a participação plena, inclusiva e significativa das mulheres em todas as fases dos processos de pacificação e tomada de decisão.
A afirmação foi feita pelo Presidente da República, João Lourenço, nesta quinta-feira, em Luanda, quando discursava na cerimónia de lançamento da campanha continental “Construir Resiliência”, liderada pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, na qualidade de vice-presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD).
O Presidente João Lourenço sublinhou, no seu discurso, que somente num ambiente de paz, estabilidade e cooperação será possível criar as condições necessárias para que mulheres e homens enfrentem os desafios globais da actualidade, tais como as alterações climáticas.
“A participação activa das mulheres nesse esforço é essencial para reforçar a resiliência das comunidades, promover o desenvolvimento sustentável e construir um futuro mais inclusivo, seguro e próspero para África”, afirmou o Presidente da República, sublinhando que Angola apoia firmemente as causas defendidas pela Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD).
Durante a cerimónia, o Titular do Poder Executivo destacou também o papel da OAFLAD na promoção da equidade e do bem-estar das populações africanas. O Chefe de Estado deu particular realce à campanha internacional “Somos Todos Iguais”, que demonstrou a capacidade da organização para mobilizar recursos, fortalecer parcerias estratégicas e impulsionar acções concretas a favor do desenvolvimento do continente.
Capacitação das agricultoras africanas
O Presidente da República defendeu, igualmente, ser fundamental que as mulheres do meio rural e as agricultoras tenham acesso aos factores de produção agrícolas, ao conhecimento, à inovação tecnológica, ao financiamento, bem como a políticas eficazes de adaptação climática. “Investir na mulher é reconhecer o seu papel como agente de transformação, garante da resiliência das comunidades e promotora da segurança alimentar e nutricional”, considerou o Chefe de Estado.
As mulheres africanas, sublinhou o Chefe de Estado, conquistaram por mérito próprio o direito inalienável ao seu espaço de intervenção na vida social, política e económica das nações.
Neste contexto, o Presidente destacou a necessidade de conferir maior visibilidade à liderança feminina, valorizando o seu potencial intelectual e técnico para que contribua livremente na edificação de países prósperos e resilientes.
Angola prestará apoio financeiro
No seu discurso, o Presidente da República reafirmou o compromisso do Estado angolano com o propósito comum de promover a resiliência, a protecção e o empoderamento das mulheres e raparigas no continente africano.
Neste âmbito, João Lourenço anunciou que o país prestará um apoio financeiro à OAFLAD para a execução das iniciativas e actividades integradas na campanha “Construir Resiliência”.
Sem especificar o montante a ser atribuído, o Chefe de Estado avançou que a decisão foi comunicada à Primeira-Dama da Serra Leoa e presidente em exercício da organização, Fátima Maada Bio, durante uma audiência concedida antes da abertura do evento.
“A República de Angola associa-se aos esforços colectivos de mobilização de recursos, integrando o conjunto das contribuições financeiras destinadas a apoiar a implementação das iniciativas e acções da Organização, no âmbito da Campanha “Construir a Resiliência das Mulheres e Raparigas face às Alterações Climáticas e aos Conflitos”, anunciou.
O Presidente da República reiterou que somente com uma acção conjunta e solidária será possível construir comunidades mais resilientes e justas onde as mulheres e raparigas possam desenvolver, integralmente, o seu potencial contributo para o desenvolvimento sustentável de África.