Mais de 400 delegados, entre chefes de Estado e de Governo, diplomatas, cientistas, líderes juvenis, representantes do sector cultural e de diversas instituições, são esperados em Luanda para participar na 4.ª edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência.
Os dados foram avançados pelo secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas, durante uma conferência de imprensa realizada no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), em Luanda, no âmbito da apresentação do programa da 4.ª edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência.
Segundo o responsável, a Bienal de Luanda representa o compromisso de Angola, em parceria com a União Africana (UA) e a UNESCO, em promover um espaço africano de diálogo, reflexão e concertação em torno da cultura de paz e da não-violência.
Nuno Caldas sublinhou a necessidade de respostas colectivas aos desafios que condicionam a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável do continente africano.
O secretário de Estado informou que a presente edição da Bienal coloca no centro da agenda a governação da água, reconhecendo a sua importância estratégica para a vida, o desenvolvimento, a segurança e a estabilidade dos Estados, bem como para a prevenção de tensões e conflitos.
De acordo com Nuno Caldas, o lema da 4.ª edição traduz a visão central do encontro, ao apresentar a governação da água como uma dimensão essencial da paz e da estabilidade, particularmente num contexto marcado pelas alterações climáticas, pelo crescimento demográfico, pela pressão sobre os recursos naturais, pelos movimentos migratórios, pelas desigualdades no acesso à água e pela crescente necessidade de cooperação entre países e comunidades.
“A abordagem da Bienal valoriza a água como um espaço de diálogo e não de disputa, como factor de aproximação entre os povos e como oportunidade para fortalecer os mecanismos de cooperação, a confiança mútua e a interacção continental”, afirmou.
Segundo o secretário de Estado, a 4.ª edição da Bienal de Luanda pretende promover o diálogo político intergeracional sobre os desafios relacionados com a água no continente africano, reforçar a compreensão da água como instrumento de prevenção, mediação e resolução de conflitos e estimular a cooperação transfronteiriça e a diplomacia da água.
A programação prevê igualmente a abordagem da relação entre água, alterações climáticas, migração e deslocação interna, bem como a valorização da ciência, da inovação, da formação e do desenvolvimento do capital humano.
A iniciativa pretende ainda contribuir para o fortalecimento da cultura de paz e para a concretização das prioridades da Agenda 2063 da União Africana.
Sobre a estrutura temática do evento, Nuno Caldas explicou que o programa está organizado em torno de quatro principais painéis de reflexão, que permitirão analisar a governação da água nas suas diferentes dimensões, nomeadamente política, social, ambiental, científica e económica.
A 4.ª edição da Bienal de Luanda realiza-se nos dias 22 e 23 de Outubro, no Palácio das Convenções de Luanda, reunindo especialistas e participantes provenientes de diferentes países.
Durante os dois dias, estão previstos debates e painéis temáticos dedicados aos desafios da governação da água e ao seu papel na promoção da paz, da estabilidade, da cooperação e do desenvolvimento sustentável em África.