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EMPRESAS ESPANHOLAS PROJECTAM INTERESSE NA CONCESSÃO DO CAMINHO DE FERRO DE MOÇAMBENDES

  11 Feb 2026

EMPRESAS ESPANHOLAS PROJECTAM INTERESSE NA CONCESSÃO DO CAMINHO DE FERRO DE MOÇAMBENDES

Algumas empresas espanholas manifestaram interesse em participar nos processos de concessão do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, no Namibe, e em projectos de mobilidade urbana associados ao crescimento das principais cidades angolanas.

Segundo uma nota, o interesse foi manifestado no Encontro Empresarial Espanha–Angola realizado, nesta segunda-feira, em Madrid, à margem da visita do ministro dos Transportes àquele país.

Durante o evento, os dois países reiteraram a parceria no domínio do sector e das infra-estruturas logísticas para acelerar a integração regional da África Austral nas cadeias globais de abastecimento, em particular, no escoamento de minerais críticos para os mercados internacionais.

Abordaram, ainda, a eficiência do Corredor do Lobito, assumido como infra-estrutura crítica para a competitividade regional, não apenas de Angola, mas também da República Democrática do Congo, da Zâmbia, da Tanzânia e de outros países do hinterland da África Austral.

A eficiência deste corredor foi identificada como determinante para assegurar cadeias logísticas de valor seguras, previsíveis e inter-operáveis à escala transfronteiriça.

Na ocasião, a secretária de Estado do Comércio de Espanha, Amparo López Senovilla, sublinhou a importância de uma abordagem integrada ao Corredor do Lobito, incluindo a reabilitação das infra-estruturas ferroviárias no lado da RDC, para maximizar o impacto económico e logístico.

Por sua vez, Ricardo Viegas d’Abreu, reiterou a abertura total do Estado ao sector privado e público espanhol. Considerou, igualmente, o projecto de interligação dos três caminhos-de-ferro nacionais, actualmente em fase de mobilização, como o maior projecto ferroviário desenvolvido em Angola nos últimos 100 anos e uma peça central para a consolidação do país como plataforma logística regional.

De acordo com o referido documento, o alinhamento alcançado em Madrid projecta a relação Angola–Espanha para um novo patamar, assente numa lógica de co-construção de infra-estruturas críticas, transferência de conhecimento e criação de valor regional, com impacto directo no desenvolvimento económico de Angola e na segurança logística dos mercados europeus e internacionais.

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