Especialistas de Angola, Zâmbia e República Democrática do Congo (RDC) vão discutir, nesta segunda feira, em Luanda, a exploração ilegal e os riscos de criminalidade financeira associados aos minerais estratégicos no Corredor do Lobito, durante um workshop promovido pela Unidade de Informação Financeira (UIF) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
Segundo um comunicado a que o Jornal de Angola teve acesso, o workshop visa analisar conjuntamente dados e informações operacionais sobre cadeias de abastecimento mineral, rotas de transporte, fluxos financeiros ilícitos e modelos de negócio de grupos criminosos e terroristas ao longo do Corredor.
O certame, que conta com o apoio da Embaixada dos Estados Unidos da América, vai permitir, igualmente, identificar vulnerabilidades críticas ao longo do Corredor e definir mecanismos conjuntos de resposta e acção operacional contra redes criminosas e actividades ilícitas.
O Corredor do Lobito consolida-se como uma das rotas comerciais e logísticas mais estratégicas de África, conectando o Porto do Lobito, em Angola, às regiões ricas em minerais da Zâmbia e da RDC.
De acordo com o documento, o aumento dos fluxos minerais, dos investimentos em infra-estruturas e actividade comercial internacional, propicia, também, os riscos associados ao crime organizado, aos fluxos financeiros ilícitos, ao branqueamento de capitais baseado no comércio, à infiltração criminosa nas cadeias de abastecimento e ao financiamento de grupos armados e terroristas ligados ao comércio de minerais estratégicos. “Para enfrentar essas ameaças, as autoridades locais pretendem agir de forma coordenada para combater os crimes transfronteiriços, proteger a segurança regional e garantir a estabilidade para os investimentos e as populações”, refere a nota.
A cerimónia de abertura vai contar com intervenções da directora-geral da UIF, encarregada de Negócios dos EUA, representante da UNODC e da ONU Angola.