Angola reduziu para metade a importação de carne bovina nos últimos dois anos, ao tendo a produção agropecuária crescido 7,33 por cento em 2025, num contexto de reforço das políticas de estímulo à produção interna e de maior regulação do comércio alimentar.
informação divulgada pela Equipa Económica do Executivo, esta quinta-feira, apontam, também, que as importações de carne bovina passaram de 21. 717 toneladas, em 2023, para 8. 220 toneladas em 2025. Em sentido inverso, a produção nacional aumentou 5 por cento, atingindo 115 mil 913 toneladas este ano.
Segundo o Portal do Governo de Angola, a mesma tendência verifica-se no segmento das aves. As importações de coxas de frango caíram de 287.183 toneladas, em 2022, para 142. 544 toneladas em 2025, enquanto a produção nacional de aves cresceu 11,74 por cento, totalizando 64.394 toneladas.
No conjunto da actividade pecuária, a produção nacional passou de 333. 238 para 357. 668 toneladas face a 2024, com destaque para a carne suína, que registou um crescimento de 13,23 por cento.
Apesar da redução significativa dos volumes importados, a factura em divisas mantém o mesmo nível devido à manutenção dos preços internacionais dos alimentos e das carnes nos mercados externos, em linha com as tendências observadas pelos índices da FAO.
Ainda assim, os gastos com a importação de coxas de frango recuaram de 295 milhões para 181 milhões de dólares.
Já a despesa com carne bovina diminuiu de 49,6 para 38,8 milhões de dólares. Nos últimos cinco anos, os alimentos representaram 15 Por cento de todas as importações nacionais, avaliadas em 2,2 mil milhões de dólares.
Os dados surgem numa altura em que o Executivo angolano procura consolidar a substituição progressiva das importações alimentares por produção interna, através da combinação do estímulo à produção nacional e regulação comercial.